Olá, futatricos e futatricas de Luxúria! Sejam Bem-vindos para uma reflexão interessante que quero lhes colocar e que pode ser importante para a autoanálise e desenvolvimento de todos.
Da mesma
forma que não podemos negar que o preconceito ainda existe entre as pessoas,
mesmo com todo o esclarecimento e frentes de batalha contra ele, também não
podemos negar que estamos na época de maior liberdade sexual já alcançada.
Temos uma grande liberdade e somos como um vestibulando que está muito
preparado para a prova, mas não tem a menor ideia de que curso deve escolher.
Imagine-se em tal situação: você se preparou para a prova e está confiante que
pode passar, mas quanto à decisão mais importante que é saber o que quer
estudar na faculdade, para depois seguir a profissão que exercerá pelo resto da
vida, não tem uma posição segura. Assim somos nós todos. Estamos tranquilos
para exercer nossa sexualidade e experimentar o que realmente desejamos, mas
afinal, o que é que nos dá prazer de verdade? Com tanta liberdade, o que
queremos fazer afinal de contas? Com tantas opções, o que será que vai me levar
ao ápice do prazer? Será a heterossexualidade? Será a homossexualidade? Será a
bissexualidade? Será com muitas pessoas, será com uma pessoa só? Será que
chegarei ao prazer total na simplicidade de uma relação convencional e pacata?
Será que preciso de jogos e rituais elaborados para desfrutar ao máximo da
minha sexualidade?
Puxa, que
caminho seguir quando a liberdade é tanta? No meio disso descobri uma coisa
terrível: o sexo se tornou tão fácil que chegar ao prazer verdadeiro se tornou
difícil. Queridos futatricos e futatricas, a verdade é que se criou um círculo
vicioso muito mal para nossa saúde sexual. Tudo começa no seguinte problema: as
pessoas não conhecem o verdadeiro e intenso prazer sexual. E como este prazer,
seus efeitos e deleites são desconhecidos, as pessoas também não o procuram.
Sem saber desse prazer como poderiam o procurar e sem o procurar como podem o
encontrar? Está aí o círculo vicioso e o paradoxo. Uma pessoa que tem a vida
sexual morna sequer cogita a possibilidade de um prazer intenso, inexplorado e
arrebatador. Uma pessoa que vive uma vida sexual quente, mas meramente
instintiva sem requinte, cuidado e elaboração pode ter prazer, mas não ainda o
prazer mais intenso.
Cada um deve
se perguntar: será que existe uma forma de prazer além do convencional com o
qual estou habituado? Haverá um prazer tão intenso que pode arrebatar, alterar
nossa consciência, fazer sair do corpo e chegar as nuvens do céu? Tudo deve
começar com essa pergunta. Se não nos perguntamos se chegamos ao máximo de
prazer que podemos chegar e o que pode significar essa experiência em nossa
vida, viveremos apenas com o que temos sem imaginar um além. Este além existe,
este prazer arrebatador e transcendente existe, mas a maioria está muito
distante disso, futatriquinhos e futatriquinhas. Um dos motivos para isso é o
fato de que com tanta informação e possibilidades sexuais nos perdemos nas formas
e deixamos de lado o conteúdo. É importante entender isso daqui, atenção!



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