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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Música com aroma de sexo - Eu amo as piriguetes

Você gosta do cheiro de sexo? Gosta de dormir logo depois de foder e, ao acordar, nu, no dia seguinte, ir ao banheiro e descobrir que um cheiro poderoso de cio está impregnado na sua boca e no seu sexo? Sabe aquele cheiro tesão que faz você ficar com vontade de foder de novo, que dá uma gula sexual, uma ânsia de se masturbar ou ficar o dia inteiro envolvido em uma brincadeira sexual que permita apreciar o cheiro da foda que ficou no corpo? Esse cheiro mesmo que faz você regredir a um bicho tarado, querendo esfregar suas partes freneticamente. Existem músicas que exalam esse aroma de sexo impregnado no corpo no dia seguinte. Músicas que embalam uma sacanagenzinha gostosa, como um flerte quase romântico, mas que é mais como um foguinho na buça e no pau e que precisa ser apagado para dar aquele alívio gostoso.

Aí entram as piriguetes, sempre fáceis, disponíveis, prontas pra pularem pro banco de trás e dar uma chupadinha sem fazer cu doce e sem cobranças. Viva as piriguetes! Mulher que sente tesão e quer esfregar o sexo descontroladamente até escalavrar a buceta, sem dó. Sabe a menina que olha e não tem vergonha de olhar, que toma a iniciativa, que se adianta e dá a cantada direta que chega a secar sua boca e faz seu pau subir na velocidade quântica da luz? — “Então, que tal a gente sair daqui um pouquinho e procurar um lugar pra se esconder? Vamos, meu bem?” — Esse é o clima! Isso é maravilhoso! Já no flerte você fica certo de que hoje tem! Já sabe que hoje você vai se dar bem! Logo mais o rapaz percebe que é ele que vai ser comido. A mulher é perigosa, uma combatente do sexo, e ela vai abusar de você, chupar seu pau, sua alma e depois descartar. Ela só quer te usar e você só quer ser usado, a princípio. O ruim é que você é só um cabaço e acaba se apaixonando. O problema é que depois você quer repetir e ela tem mais o que fazer. O problema é que você quer exclusividade e ela tem tesão em outras pessoas. Outro dia ela vai te procurar, quando ela já estiver afim de sarrar de novo. Assim, você nunca se cansa, mas fica com raiva, porque é quando ela quer e não quando você quer. É ela que manda e você é só o cachorrinho dela… fazer o quê? Você não pode evitar… afinal, o sexo com ela é sempre bom, gostoso, miudinho, suado, completo e até a mais completa exaustão.

Pois é… essa história toda tem um cheiro, cheiro de sexo. E tem música que tem cheiro de sexo. Tem música que entra pelo seu nariz, contando essa história dessa musa que marcou sua meninice descobrindo o sexo.

Com muito esmero e carinho, garimpei este seleto elenco de músicas de eras saudosas e felizes para o júbilo de meus leitores. Escrevi comentários sobre as músicas e você escolhe se quer ler os comentários primeiro e ouvir as músicas depois ou vice-versa. O importante é entregar-se à luxúria sem reservas e permitir-se o inconcebível; abrir esse seu coraçãozinho meigo para a perdição dessas músicas indecentes. Primeiro, um climinha mui simpático e bem-humorado com “Eu sou free”, da banda Sempre Livre. Depois, Anne Duá aumentando a temperatura com “Indecente”. E, para fechar com rola de ouro, “Perigosa”, com As Frenéticas. Seeeeegura essa ereção, que vai ser como perder o cabaço de novo!

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A primeira música, “Eu sou free”, da banda Sempre Livre, começa nosso cardápio de forma leve e misturando humor com erotismo. Essa mistura de humor e erotismo parece muito apropriada para que nosso jovem rapazito não sofra tanto ao descobrir que não tem nenhuma chance com essa mulher. Afinal, não se trata de qualquer mulher. Nããããoooo! Tratamos aqui de uma mulher emancipada, vacinada e autossuficiente. E não podia ser de outro jeito, já por causa de sua história: “Só estudei em escola experimental. Meu pai era surfista profissional. Minha mãe fazia mapa astral legal”. Tudo nessa mulher à frente de seu tempo mostra que ela é descolada dos protocolos e rituais sociais. Seu lance é questionar o establishment e colocar em jogo as convenções. A transgressão é o único padrão que essa mulher tem: “Passei a infância em Cochabamba, transando muamba, driblando a alfândega. Não sou do tipo que faz comício, tenho horror a compromisso”. Nesse momento em que ela declara que tem horror a compromisso, você fica confuso. Parece que você não entendeu bem os sinais. Já está quase se desculpando com ela e colocando o rabinho entre as pernas para ir embora decepcionado e com vergonha, mas daí ela te diz: “Você pode fazer o que quiser comigo, eu não ligo”. O pirulito cai da boca, você endireita a coluna, se vira e pergunta: — Como é??? Mas é isso mesmo, mulher? Posso fazer o que quiser com você? Mas você está sabendo o que eu quero fazer? Mas em qualquer buraco mesmo? Isso tudo se pergunta o inocente, sem nem poder imaginar o que já foi feito ali. Afinal, ele nem a conhecia e, para o principezinho criado pela mamã, o que ele conhece no momento só então passa a existir naquele instante no mundo que gira ao redor do seu umbigo. Pobre menininho, acha que está arrasando porque ela se ofereceu para ele, sem saber que ela é um bicho de rua que já foi muito surrada e apenas se encantou com o exotismo de ficar com um cabaço, fazendo o mesmo que um felino faz ao brincar com a comida. Ela ainda se entrega, dando a chance de ele entender qual é o tipo dela, mas não adianta nada: “Eu sou free, eu sou free, sempre free, sempre free, eu sou free demais…”. Essa brincadeira de eu sou “free”, livre em inglês, e o som de “eu sofri” é muito sugestivo. Veja, garotinho juvenil criado a leitinho com pêra e ovomaltine, essa mulher tem história e já sofreu. Quem já sofreu se fecha e não está disponível para promessas, compromissos e os namoricos que você sonha: “Mas você não tem muita chance, não me venha com romance, porque eu sou free, free lance!”. Não sei bem porquê, mas me bateu aqui a ideia de que a sua família não vai gostar muito de ver você com ela.


        Senhoras e senhores, agora se segurem no sofá que o tesão tende a subir vertiginosamente e sem controle. Alguém já pegue o lencinho para o meu bebê, que vai chorar ao provar um docinho que ele vai ver indo embora logo depois das lambidas. Claro que todo garoto tem essa fantasia deslumbrante da moça que pula sorrateiramente pela janela do quarto dele de noite. Também tem o garoto mais crescidinho que saiu com o carro do pai para se exibir para a moça e acha que é o senhor indomável das ruas. Só posso dar meus pêsames ao garotinho para quem isso tudo só ficou na dimensão da fantasia. Também vou dar pêsames para os que realizaram essa fantasia tão rara. No caso de quem realizou a fantasia, ainda serão pêsames, apesar de serem pêsames felizes. De toda forma, um garotinho com uma chance dessas tende a se achar homem, lança aquelas insinuações idiotas e não percebe com o que está lidando, mesmo sendo avisado: “Não há santo que aguente com você fazendo o que faz. Por favor, não me atente, eu sou indecente e pulo pro banco de trás”. Ê laiá, minha senhora, mas é bem isso que eu estou querendo mesmo, pular para o banco de trás. O problema é que ela pula mesmo, puxa você de arrasto e aí você começa a beijar achando que era só isso que iria rolar. Só que ela tá querendo os próximos passos e você não teve essas aulas na autoescola, tá sem o manual e, mesmo que estivesse, agora não daria tempo para ler. E agora? O que fazer dali pra diante com essa máquina que você ainda não sabe pilotar? O negócio pode ficar feio para quem não sabe usar o freio! A motinho sai correndo, você querendo parar, não acha o freio e o poste na sua frente. Ih, quando menos se espera, já está vendo estrelas. Na sua cabeça passa o comercial da Pirelli da década de 90, aquele em que o cara está dirigindo rápido na chuva e tem que frear bruscamente por causa de um caminhão que passa na sua frente. O ditado do comercial é: potência não é nada sem controle. Toma sua lição, cabacinho: potência não é nada sem controle! Mas também essa mulher tira você do controle e tem a cara de te acusar disso. Tá aí, filhão, agora tem que mostrar responsa, pois ela não é um problema que se resolve com facilidade, nem um incêndio que se apaga mijando em cima. Na hora em que você está abotoando a sua camisa, a famigerada te agarra pelo colarinho e puxa pra cima de novo. Disfarça nessa hora, faz de conta que não é com você. Não olhe agora, mas você está sendo abusado: “E tem mais, o sangue é quente e de repente eu quero mais”. Putia vida, e agora?! Vamos de novo! Mas vamos o quê?! Já vazou todo o fluído de freio! Agora é a hora do teste! Faz força, chupa o sangue do pé pra subir pro pau, mas dá teu jeito! Chega a saltar a artéria carótida do pescoço, os olhos arregalam, mas não dá vexame. Já tá meia bomba! Caramba, isso é uma tortura e você ainda não vai esquecer essa mulher nunca mais! É um despautério no sentido literal do significado da palavra e no duplo sentido sugerido pelo som da palavra também. Porra, heroicamente você faz o pau subir mesmo estando com anestesia raquidiana da cintura para baixo e ainda faz a marvada gozar com seu pauzinho que tá descabelado e girando como o boneco do posto de gasolina. Caralho, por que motivo você não se sentiria o herói da vida dela agora? Na sua cabeça você é o maioral na vida dessa mulher, mas isso só porque você não sabe as marreta que já martelaram essa bigorna! Então ela diz: “Mas nada de juramento, que eu sou de momento. Não fica sonhando demais”. Porraaaa, e você achando que só o pau brochava… depois de tudo isso, essa devolutiva deu uma brochada na alma… no pintinho do Gasparzinho. Acho que ela sacou a decepção e vai tentar te consolar, sabe aquela coisa de “ainda podemos ser amigos?”: “Encare a coisa desse jeito, nem tudo é perfeito, nem eu sou assim”. Claro, claro, já ouvi isso antes: o problema não é você, sou eu. No fundo você entende, afinal, quem mandou gostar de piriguete?! Esse fogo na xana é divertido, mas não tem dono. Contudo, basta uma arrastada de unha na nuca que dá aquele arrepau no seu piu e você acaba dando uma nova chance: “E, ao invés desses tormentos, sossega, dá um tempo… não fica falando e fazendo assim! Me arrepiou!”. Só que sempre tem aquela recaída, sabe aquele revival? Lógico que o culpado sempre é você: “Não se faça de inocente, que você sabe bem o que faz”. Ma claro, claro que sabe bem o que faz, também aprendeu no sufoco com a melhor professora! “Não reclame, aguente, que eu sou diferente, pra mim tanto faz!”. Bom, agora já pode vir, não vai mais ter reclamação (o meninão cresceu, hummmm…). Pois o tempo passa e vamos aprendendo a fazer uns truques como uma alavanca enviesada com pistão em zig zag, fazendo origami de buceta. Resta só ficar com aquela melancolia, coceirinha gostosa de fisgada de bicho de pé, que acaba evocando outras músicas como “Balancê”, cantada por Gal Costa: "Ô balancê balancê, quero dançar com você. Entra na roda, morena pra ver o balancê balancê. Você foi minha cartilha, você foi meu abc. E por isso eu sou a maior maravilha no balancê balancê.". Êêêêhhh! Que doce lembrança! Êêêêhhh! Que didática incrível! Êêêêhhh! Que é a putaria colonizando o processo pedagógico!


      Veja bem a tortura que essas mardita Frenéticas fazem com você! Esse nome "As frenéticas" não ajuda a pensar na catequese e na pregação do santo padre. Sinta a provocação - "As fre-né-ti-cas!" - isso não te faz pensar em uma fornicada nervosa? Sabe aquele momento que a aparelhagem toda enverniza e você quer chegar lá mas não consegue? Chega naquela aceleração descabida e o pau do índio já tá no ponto de fazer fogo, mas o troço tá liso e o miserento num incendeia. Como quando cai a porra do disjuntor bem na  hora de ligar o ventilador e você 'freneticamente' fica girando a hélice querendo ver se o negócio pega na força da raiva, então, é disso que eu tô falando! A música Perigosa já começa dizendo: "Eu sei que eu sou bonita e gostosa e sei que você me olha e me quer". Perceba que quem foi desnudado foi você, que está olhando pra ela sem perceber que é ela que sonda a sua alma e conhece o desejo que você tem e nem consegue esconder. Primeiro ponto pra ela, marcado! De saída você já está em desvantagem, é ela quem domina o jogo. Você quer saber quem é ela, doido para ganhar algum ponto descobrindo o seu mistério. Ela nem dá a mínima pra isso e logo se apresenta: "Eu sou uma fera de pele macia. Cuidado, garoto, eu sou perigosa". Tomou na cabeça ou ainda não? Ela te disse logo de cara que é perigosa, mas você nem acredita, não até ficar com o coração em pedacinhos e pateticamente deprimido com sua autopiedade. Tudo o que deveria fazer um sábio se afastar, faz você ficar completamente atraído, sabe por quê? Por que você é trouxa mesmo!!! Você é trouxa porque adora brincar com um perigo do qual você nem tem noção. Veja que tudo nela dá bandeira vermelha. Tudo é aviso de que não pode dar certo esse rolo e que você vai se machucar. Escuta mais um pouquinho: "Eu tenho um veneno no doce da boca. Eu tenho um demônio guardado no peito. Eu tenho uma faca no brilho dos olhos. Eu tenho uma louca dentro de mim". Rapaz, é veneno na boca e você querendo provar. Acorda, pleeease! Veneno mata... é o fim, acabou-se, escafedeu-se... fim! Ó lá! Ó lá, o que a mulher tem dentro do peito! Um demonho! DE-MO-NHO! Tu não é nem exorcista! Vai ver o filme do exorcista lá, vai. Tu não dá conta! Tu não sabe exorcizar! Até com Pai Nosso e Ave Maria você só se sai bem com a galera toda rezando junto, se é você sozinho já se atrapalha e vai querer lidar com mulher que tem demônio dentro do peito?! Sai fora! Mas eu sei que falou em "demônio dentro do peito" e você já pensou naquelas biquetas acesas apontando pro alto e você com o linguão de fora salivando! E o negócio segue com tudo que pode ferir: "eu tenho uma faca no brilho dos olhos". E chega na pior parte "Eu tenho uma louca dentro de mim". Caro colega, ela não é uma pessoa que segue a normatização social. Ela não vai observar as distintas regras dos bons modos sociais, nem as formalidades das cerimônias. Ela vai esculachar, dar chilique, fazer cena e essa porra toda. Vê se tem amor por seu status social e sua bem conceituada fama entre os confrades. Mas não, não é?! Você está querendo é isso mesmo, afundar o pé na jaca. Romper com o status quo. Fazer a dança do períneo com soluço e meter a língua no sacrílego orifício corrugado. Eu sei que você está doido para jogar fora a etiqueta social e voltar à ordem primitiva de caça e caçador, mas tinha que ser com ela? Bom, só com ela isso tudo rola rapidinho e sem frescura, né?! Por que só ela é que pode te dar "um pouco de fogo". Só ela que pode "prender você como escravo", só ela pode te fazer feliz e sem medo e ainda te diz: "eu faço você ficar louco, muito louco, dentro de mim". Aí, já era, seus olhos já reviraram só imaginar toda essa maciez mucosa para acolher e massagear seu inocente pau que nunca mais vai ser agasalhado por algo tão quente e estrangulador como essa buceta saltadora que faz o fogo correr como a correnteza do rio Estige pela sua glande inchada e latejante. Como se controlar com essa provocação tão direta?! E de quebra ela te faz feliz e sem medo! Se fudeu, Freud! Que psicanalista consegue fazer isso por você? E que se foda a psicanálise, afinal ela vai te prender, fazer de escravo, mas isso é só o começo. Não é nem sadismo, nem masoquismo, vai rolar coisa que nem tem nome. Tudo aquilo que escondidinho é muito bom. Lambuze-se todo, mas depois lembre de entregar a redaçãozinha que começa com a seguinte frase: Eu te agradeço, amada professora...





Eu sou free - Banda Sempre Livre

Indecente - Anne Duá

Perigosa - As frenéticas


 


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